Recordações de velhos tempos – Coimbra

Recordações de velhos tempos – Coimbra
A Rita e a Alexandra eram amigas desde a pré-primária. A sua amizade foi crescendo ao longo dos tempos, ultrapassando etapas importantes lado-a-lado. De melhores amigas no liceu, a colegas de casa na Universidade em Coimbra. Eram tantos os seus sonhos que até os escreveram em conjunto. Durante o período de férias elas decidiram viajar pela Europa.

Tinham crescido em terras nortenhas, em Viana do Castelo. Tinham aquela personalidade rija do Minho, aquela personalidade que tanto caracteriza as pessoas daquela terra. Ao longo da adolescência conheceram namorados uma da outra, deram conselhos, ajudaram-se uma à outra, eram aquilo que gosto de chamar de “unha com carne”.

Estávamos em pleno mês de Agosto e as duas amigas decidiram regressar à cidade onde passaram por muito: Coimbra. Foi em Coimbra que, com algum sacrifício conjunto, conseguiram concluir a licenciatura. Tinha sido aqui que estudaram como nunca e beberam como também nunca o tivessem feito antes. Tiveram as primeiras Aventuras Sexuais decentes. Conheceram pessoas. Fizeram e desfizeram amizades. Foi uma cidade que as soube acolher durante aqueles longos anos mas que também as soube deixar ir mas sabendo que um dia mais tarde regressariam para matar saudades.

Naquela tarde, o percurso estava desenhado: voltar à casa onde viveram, voltar aos corredores da faculdade, caso estivesse aberta, e ir até ao bar onde eram clientes habituais na altura de faculdade.
– “Vamos ao Odd?” – disse a Rita.
– “Mas isso é uma pergunta ou uma afirmação?!” – respondeu prontamente a Alexandra.

O dia passou e quando o relógio juntava os ponteiros nas zero horas partiram para esse tal bar. Era num prédio alto. Uma espécie de apartamento, em que cada compartimento era uma sala temática. Tinham a sala “dos da pesada”, ou seja, do pessoal mais velho, daqueles que apenas queriam estar sentados a ouvir uma música e beber uns copos enquanto trocam umas palavras com os amigos. Numa dessas salas tinham uma cama onde os clientes se sentavam.

As horas foram passando ao falarem sobre velhas histórias, velhas memórias passadas naquele local. Eram perto das três da manhã quando a Rita e a Alexandra trocam umas carícias. Um simples toque de lábios. Simples, mas gostoso ao mesmo tempo. A sua amizade era fortíssima, mas nunca tinham passado mais do que uma simples amizade. É verdade que partilhavam uma com a outra os segredos sexuais, mas nunca tinham feito nada do género.

Aquele beijo surgiu do nada, pois a Rita, já alcoolizada, tinha caído praticamente para cima da Alexandra. Uma queda um pouco estranha que deixou a Alexandra em dúvida se a própria Rita o tinha feito com vontade ou porque simplesmente se desequilibrou.
Não demorou muito até se beijarem novamente. Estavam grudadas uma à outra. Um beijo que começou inocentemente mas que acabou por despertar nelas uma grande excitação pois, parecia, que ambas o desejavam há muito tempo.

O beijo foi acompanhado ao som de uma boa música eletrónica, o estilo de música favorito de ambas. Enquanto uma mão segurava no copo de vodka a outra vagueava de uma forma livre o corpo da outra.

Rapidamente, a Alexandra puxou a Rita para o WC. Um pequeno WC, à entrada, onde mal cabia uma pessoa quanto mais duas. Destruído, com peças de loiça pelo chão, com um aspeto semelhante ao do prédio: velho. Ali, naquele espaço minúsculo, começava a aventura sexual de ambas sem um fim previsto.

Os dedos de ambas encontraram a gruta onde queriam estar enterrados. A Alexandra queria ser bruta, queria mostrar à Rita que cabiam dentro dela os cinco dedos da sua mão, enquanto que a Rita preferia brincar com o clitóris da Alexandra enquanto olhava para o seu olhar desesperante.

O pequeno espaço, a falta de ventilação, fez aumentar a temperatura que ali se sentia. Já escorriam pingos de suor de cada canto do corpo das duas amigas.

O espaço não era o ideal, pois era demasiado pequeno, mas havia uma certeza, a certeza de que ambas queriam ir para um local mais confortável. Foi então que tiveram a ideia de tentar “assaltar” a residência onde tinham morado. A ideia surgiu da maluca da Rita que sabia que ninguém estava lá a habitar. Não passava agora de um edifício abandonado, com ervas a escalar as paredes do edifício, portas partidas, mas com toda a mobília deixada no sítio onde tinha sido colocada outrora.

No antigo quarto da Rita ainda estava a sua secretária de estudo, a sua mesa de cabeceira, o roupeiro, o espelho, tudo; e no quarto da Alexandra a história era a mesma: tudo no sítio. Parece que o tempo não passou ali dentro daquelas quatro paredes.

O primeiro encontro de ambas, sem roupa, foi na cozinha. Uma espaçosa cozinha com uma mesa ao comprido. Uma mesa tão grande que era usada para jogar beer pong. A Rita decidiu deitar a Alexandra sobre aquela mesa e começou a descer ao longo do seu corpo até se encontrar no meio das suas pernas. Uma estreia tanto para a Rita como para a Alexandra.
– “Que minete ó Rita! Foda-se!” – diz a Alexandra sem saber onde se agarrar naquela mesa.

A verdade é que a Rita adora um bom minete e por ser de tal forma uma grande apreciadora a recebê-los sabia, assim desta forma, como os fazer. Sabia exatamente os movimentos que teria que fazer. A velocidade e intensidade perfeita, um toque delicado, o pacote todo. Ela sabia onde e como tocar na Alexandra.

Após atingir um clímax que a deixou com as pernas trémulas, pegou na mão da Rita e levou-a até ao seu antigo quarto. Agora era a sua vez de lhe dar prazer, mas a Alexandra é mais de usar sex toys.

A Alexandra retira da sua mala um dildo bem grosso. A Rita fica estupefacta ao ver um dildo tão grosso e longo.
– “Miga, tu tem calma… Não te assustes com o tamanho… Vai ser gostoso, você vai ver!” – diz-lhe a Alexandra numa forma relaxada.

Primeiro passou-o pelos mamilos, desceu pela sua barriga, passou sobre o seu sexo mas ficou pelas suas nádegas. Aquele vibrador entrou dentro da Rita com uma delicadeza que apenas uma mulher sabe. Rapidamente alcançou orgasmo atrás de orgasmo. Rapidamente, tocou “no céu” depois de um trabalho mútuo que apenas duas mulheres conseguem fazer.

A Rita não quis ficar trás e quis retribuir da melhor forma à Alexandra. Orais atrás de orais, orgasmo atrás de orgasmo.

Adormeceram abraçadas, confortáveis, nuas e ainda com os seus corpos a recuperar dos orgasmos atingidos.

Acordaram apenas na manhã seguinte.
O sol começou a raiar e com ele chegam os primeiros ventos do dia. Os cortinados brancos dançam com a corrente de ar que vem da janela que ficou aberta a noite inteira.

Regressaram a casa e na sua longa viagem trocam uma com a outra palavras de apreço sobre a noite anterior.
Retirado de outro site
By ALEXA

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